Notícias e Atividades

Yacht Clube da Bahia comemora 75 anos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1930 - Como tudo começou

 

Naquele ano de 1934, em que surgia no Rio de Janeiro a Federação Brasileira de vela e Motor, ali, no porto da Barra, um jovem que tinha um barco construído aqui mesmo na Baía de Todos os Santos, em Bom Jesus fazia, habitualmente sua visita aquela praia. Havia, então, uma senhora, que freqüentava com seu filhinho e chamava a atenção de todos, por ser a primeira na Bahia, a usar maiô de duas peças. Os rapazes a conheciam e havia quem saísse do escritório ás 11h para ir vê-la. A balaustrada ficava cheia de gente quando ela estava tomando banho.

Aquele jovem de 19 anos era um dos que a olhavam. Um dia, procurou brincar com a menino e fez amizade com ela, que não falava português. Algum tempo depois, era convidado a conhecer seu marido, russo como ela, ex-oficial da guarda da Czar. O casal morava na mansão de Madame Striger, que só hospedava estrangeiros e era uma casa grande e bonita, ali onde hoje está o grande Hotel da Barra.

“Ele era alto e chamava-se Walter Taube- diz Alfredo Santos Sousa, lembrando-se daquele momento de sua juventude – conversamos sobre barcos, ele falava mal português. Nossa amizade cresceu e combinamos fazer um barco, que desenhamos, para construir em sociedade.

Tinha um amigo, Hermano Porto Fernandes, do Banco Alemão, que passou a fazer parte do nosso projeto.”

A pensão tinha um chalezinho de dois andares, ao lado dela. Em cima dois quartos. Em baixo, uma sala. Foi ai, que os três começaram a desenhar o barco. “ Taube tinha bastante conhecimento para isso e eu apenas um pouco” , conta Alfredinho, modesto. O que nenhum dos dois tinha era dinheiro para a construção do veleiro. Decidiram, então, um menor, de lona, enquanto não obtinham recursos para o outro.

Nenhum dos três imaginavam que essa decisão iria ser o detonador de um processo que acabaria com a fundação do Yacht Clube da Bahia. Em primeiro lugar, por que aquela era uma pensão de estrangeiros, e dois deles estariam no quarteto que promoveu as condições daquela fundação.

Um deles era o próprio Taube e o outro, Jean Charles Henry Fischer, um dos hóspedes que, após o jantar, todas as noites, ia ver a construção do pequeno veleiro que  teria uns cinco metros de comprimento. 

Pronto o barco, este foi para a água, ali no Porto da Barra. Programou-se então, a viagem inaugural, para Itaparica. Alfredo Santos Souza tinha casa lá, de modo que viajou antes, de navio, para receber os dois outro Walter e Hermano, que tripularam o barco na ida, enquanto ele o tripularia na volta. Foi então, após o regresso, que “ o pessoal se reuniu e decidiu fazer um clube.”

Um clube para fazer barcos, essa era a proposta, com uma sede apropriada, centrada num estaleiro. A idéia desta sede foi de Walter Taube e seria, ela, apenas um lugar para construir barcos, guardar barcos e fazer reuniões sociais. Encontrá-la, seria o primeiro passo. Teria de estar evidentemente, á beira-mar, em águas abrigadas, na Baía de Todos os Santos, portanto.

Foi feito uma abordagem às pessoas que notoriamente já lidavam com embarcações e se vinculariam a um projeto como aquele. Walter Taube e o holandês Jean Charles Henry Fischer eram os mais entusiasmados. Fischer era holandês. A eles, juntaram-se Theodoro Selling Júnior e Alexandre Robatto (filho), brasileiro, ambos filhos de desportistas náuticos. Esses quatro lançaram-se de proa numa missão que parecia impossível e se apresentava como um sonho.

Naquele ano de 1935, exatamente a 26 de abril, Jean Charles Henry Fischer, Theodoro Selling Júnior, Alexandre Robatto Filho e Walter Taube decidiram, em comissão, visitar os Sr. A.Pereira & Cia, obtendo uma opção de compra de parte dos imóveis pertencentes á antiga Fabrica Victória, “lugar o mais indicado para instalação do clube”.A opção teve prazo de 30 dias para a compra, por cinqüenta contos de reis e foi assinada por Alberto Alves Pereira e Alfredo Joaquim de Carvalho, sendo anexada uma planta.

 A fábrica Victória era uma fábrica de xales, situada á Ladeira da Barra, nº 472, incluindo “as marinhas das mesma  e o plano inclinado elétrico com todos os seus pertences”. A venda não incluía a “casa na encosta do morro”, Com essa opção, pretendia-se fundar o clube a partir de um conjunto predial já existente, embora abandonado.
Em 4 de maio de 1935, aquele “grupo dos quatro” reuniam-se com outros quatro interassados   reuniam-se com outros quatro interassados (Olivero Henry Leonardos Carl Aune, Mario Sá e José da Costa Dórea) para tomar importantes decisões.

De posse da opção de compra,prentendia-se “angariar subscrições para o clube”, que teriam sócios acionistas e contribuintes, fixando-se o preço das oções em 500.000 réis (um porcento do que o clube precisava para honra a opção de compra), a jóia em 50,000 réis e a mensalidade em 15.000 réis . Foi idéia de Alexandre Robatto Filho solicitar a sede do Clube Bahiano de Tênnis para realização das sessões preparatórias de Fisherm.
No dia 10 de maio fazia-se uma primeira sessão preparatória da Assembléia Geral da fundação do YCB, no Bahiano de Tênnis, para realização das sessões preparatórias de Fisherm.

No dia 10 de maio, fazia-se uma primeira sessão preparatório da Assembléia Geral de fundação do YCB, Bahiano de Tênnis aberta pelo Cmte. Tancredo Tillemont Fontes, Capitão dos Portos especialmente convidado para presidi-la. Alexandre Robatto Filho explicou o motivo da reunião aos presentes e secretariou-a . O Bel. Eduardo Prisco Paraíso compareceu, representanto o Prefeito da Capital. Por proposta de Jean Fisher, foram constituídas as comissões “técnicas” (W.Taube/T.SellingJr./Ed.F.T. Browne), “ orçamentário” (Carl Aune/ Fedrerico Espinheira de Sá / Jacks Wickes) e “escriturária” (A. Robatto (filho)/ Oscar Luz/ Olivero H. Leonardo/ Mário Espinheira de Sá).

Em 14 de maio, no escritório de Theodoro Selling Júnior, resolveu-se solicitar a prorrogação da opção por 60 dias, por impossibilidade de atender as formalidades legais no prazo concedido . Foram, então, aprovadas as primeiras propostas de sócios. Cinco dias depois, em 19 de maio, na Fábrica Victória, foi aprovado o orçamento aprensentado pelo engenheiro Francisco Theodoro Pereira das Neves para obras necessárias:reparo da entrada e do ascensor, montagem do estaleiro, limpeza e preparo geral, móveis.

Tudo preparado chegou o grande dia da fundação: 23 de maio de 1935. Um anuncio publicado no jornal A tarde, dizia YACHT CLUBE DA BAHIA – EM FUNDAÇÃO – de ordem do Sr. Presidente da Comissão Organizadora tenho o prazer de convidar os senhores interessados e principalmente aqueles que já assinaram nossa lista de compromisso, para uma reunião geral que será realizada na sede do CLUBE BAHIANO DE TÊNNIS, hoje 23, quinta-feira, ás 20h30 – A. Robatto Filho.

A sede do “Bahiano de Tênnis” iluminou-se para receber os que foram fundar, nela, o co-irmão Yacht Clube da Bahia. As primeiras palavras, na reunião de assembléia Geral, foram pronunciadas por Jean Fischer.
Mesmo ainda não fundado o clube, os que subscreveram um compromisso de associar-se,  contribuíram financeiramente para totalizar os vinte contos de réis “necessários á satisfação do sinal da compra”. A assembléia elegel, então, uma “diretoria provisória” . Em 19 de julho de 1935, Alexandre Robatto Filho leu o projeto do estatuto do clube, esta era comemorada com o lançamento de uma revista – Yacht.

Enquanto cresceu e transformou-se, o Yacht ofereceu instalações para o lazer, o esporte e a convivência dos associados; participou de eventos e competições locais, nacionais e internacionais; promoveu festas que marcaram a vida social baiana; recebeu visitantes dos mais variados lugares do mundo; zelou pela moral e os bons costumes e estimulou a camaradagem e a lealdade nos esportes; e finalmente, profissionalizou-se para oferecer aos associados e visitantes, os melhores serviços e as melhores instalações.

 Dentro das comemorações dos 75 anos do Yacht Clube da Bahia, o clube promoveu uma palestra com o Prof.Marins no dia 14 de maio de 2010. Na ocasião o Prof.Marins discorreu sobre o Brasil e suas oportunidades, com foco no mercado da Bahia.

Enviar para DiggEnviar para FacebookEnviar para Google PlusEnviar para TwitterEnviar para LinkedIn

Informações Adicionais