Artigos do Professor Marins e textos discutidos nos Programas de TV

EMPRESA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

EMPRESA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

 

Luiz Marins

 

Estive na abertura da I FEIRA BRASILEIRA DE NIÓBIO no CNPEM - Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais - em Campinas, SP.

O CNPEM abriga o maior e mais complexo projeto brasileiro de ciência do Brasil. Uma infraestrutura de pesquisa projetada para gerar luz de altíssimo brilho, necessária para investigar nos menores detalhes a estrutura de materiais orgânicos e inorgânicos em busca de soluções para grandes desafios nas mais diversas áreas, como energia, produção de alimentos, saúde e defesa. Com abertura das estações experimentais do Sirius à comunidade científica, o Brasil é o primeiro país dos BRICS a contar com uma fonte de luz síncrotron de quarta geração. Atualmente, apenas a Suécia opera máquina da mesma categoria – de última geração.

O que vi na Feira do Nióbio foram empresas brasileiras do setor privado realizando pesquisas e desenvolvendo produtos mundiais utilizando o Nióbio, um elemento químico usado principalmente na produção de aços especiais e superligas, sendo empregado atualmente em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, navios, aparelhos de ressonância magnética, aceleradores de partículas, lentes, baterias e muito mais. O Brasil tem 98% das reservas conhecidas de nióbio do planeta.

O que me chamou a atenção foi o número expressivo de empresas, startups, universidades e centros de pesquisa unidos desenvolvendo ciência básica e tecnologia para o país.

Esse amadurecimento tanto da academia como da empresa é muito bem-vindo, pois não há justificativa plausível para que a academia e a empresa não andem de mãos dadas num processo ganha-ganha para o país e sua população, descobrindo novos produtos, aumentando a produtividade, diminuindo custos, enfim melhorando a qualidade de vida no mais amplo sentido de todos os brasileiros. É um processo virtuoso que precisa ser conhecido e ampliado.

Pense nisso. Sucesso!

 


 

PENSE NISSO:

 

  • A sua empresa - pequena, média ou grande - precisa pensar seriamente em começar um processo de pesquisa e desenvolvimento e perder o medo de buscar ajuda nas universidades, centros de pesquisa, parques tecnológicos e afins;
  • Afinal, esses organismos existem para servir e são financiados, direta ou indiretamente, pelos impostos que todos pagamos;
  • Hoje, há dezenas de possibilidades e muita disposição para essa integração academia-empresa que precisa ser mais utilizada pelas empresas.
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